Salas claras costumam ser associadas à sensação de amplitude, leveza e limpeza visual. Ainda assim, muita gente evita esse tipo de ambiente por medo de que ele fique frio, impessoal ou com aparência pouco acolhedora. Na prática, o problema não está nas cores claras, mas nas escolhas que acompanham essa paleta.

O que define se uma sala clara funciona bem é a combinação de materiais, volumes e iluminação. Quando tudo é neutro demais, liso demais ou uniforme demais, o ambiente perde profundidade e conforto visual.
A presença da madeira muda completamente a leitura do espaço. Mesmo em pequenas quantidades, como em uma mesa de centro, nos pés dos móveis ou em prateleiras, esse material quebra a frieza e cria uma sensação imediata de acolhimento. Tecidos também cumprem esse papel. Sofás, cortinas e tapetes com textura ajudam a aquecer o ambiente sem escurecer a sala.
A iluminação é outro ponto decisivo. Salas claras com luz branca intensa tendem a parecer mais duras visualmente, principalmente à noite. Já a iluminação quente, bem distribuída, suaviza as superfícies claras e deixa o espaço mais convidativo. Não é uma questão de quantidade de luminárias, mas de como a luz se espalha pelo ambiente.
O excesso de superfícies lisas também interfere na sensação de conforto. Ambientes muito claros, com piso polido, paredes lisas e poucos elementos visuais, acabam parecendo vazios. A inclusão de quadros, objetos pontuais e variação de acabamentos cria camadas visuais e evita essa leitura fria.
Salas claras funcionam melhor quando não tentam ser minimalistas em excesso. Um pouco de contraste, textura e materialidade já é suficiente para equilibrar leveza e aconchego. No fim, não é a cor que deixa a sala fria, e sim a falta de intenção nas escolhas.